
22 de fevereiro de 2005
Outro dia estava devorando livros, ato que prático com frequência e algumas vezes por semana, e dei de frente com um livro de entrevistas feitas por Edney Silvestre, apresentador do programa Milênio.
O livro dividia em visiónários, sociais, e outras categorias que assemelhavam os entrevistados. Lá tem entrevistas com Tony Kushner, Liv Ullman, James Taylor, Juliette Binoche, Michio Kaku, Paulo Freire e outros.
Apesar de não ter lido nunca nada da obra do Paulo Freire me detive a seguinte declaração.
" O analfabetismo, no fundo, esconde a proibição que é uma proibição de classe social." ,
No mesmo livro tem uma declaração de Tony Kushner autor de "Anjos da America", peça celebrada que narra a AIDS de forma pulsante e que virou mini-série prestigiada nos Estados Unidos, falando o seguinte:
"A história dos Estados Unidos sempre foi definida pela opressão de grupos pobres por grupos minoritários poderosos."O primeiro prestigiado professor no Brasil e o outro prestigiado autor americano nos Estados Unidos o dito país das oportunidades.
Definitivamente a arrogância do dinheiro é a lei do mundo, pois é ela que lhe dá todo o direito absoluto e soberano de ditar as regras, e aí de quem saí fora delas.
E com essa condição humana que tenho que conviver todos os dias da minha vida da hora que levanto a hora que vou dormir.
Sempre acreditei que conhecimento tivesse igual valor à dinheiro. Que as boas idéias valem um caminhão de dinheiro, pensava......
Acreditei em projetos que me despertaram a paixão por passar o saber de maneira simples, com a erudição necessária a execução de um bom trabalho de moda, o saber ao alcance de quem acredita em moda como saber aliado a forma de expressar o que se veste, seja ele rico, pobre ou o que for, pois não é o hábito que faz o monge, no dito popular aqui e em vários outros países?
Ah, mas nada mudou não é, hoje aos trinta e nove anos olhando para traz pouca coisa mudou, nesse sentindo, a valorização do saber por quem tem dinheiro, poder, e hoje não é muito, consegue ter sua dose de manipulação.
Sempre arriquei olhando para frente e pensando para frente, reinventando sim a roda, cada vez mais simplififando a reinvenção da roda, através da convivência com saber, com o ler, com o olhar, e passando a quem quiser e que esta comigo, arriscando falar, palestrar e orientar, doando pois acredito piamente que quem doa recebe a doação do SABER.
Pois bem mas o anafalbetismo do poder sempre intervêm, dizendo um NÃO sem memória, sem coragem de admitir as falhas do não SABER, pois o TER é maior do que o SABER, o dinheiro compra um saber menor e segue em frente não é mesmo?
Sendo assim um bom negócio que idéia não partiiu da cabeça do presidente ou do diretor não tem vez, a não ser que faça o velho jogo faz de conta que foi ele que teve a idéia, a essa tática é sempre louvável para se conseguir o objetivo.
Ou depois de pronto todos podem ser o dono da idéia apesar de todos fingirem não saber de onde o discurso começou, mesmo depois que ele estava na beira da finalização.
O EU dono deixa de ser para ter, o grupo minóritario poderoso aje de todos os lados lá nos Estados Unidos, aqui no Brasil, na escola, na saúde, na empresa, no jogo das marcas brasileiras e principalmente se você tem idéias e coloca um pouco em pratica num minuto tudo se foi para o poder, por que de quem mesmo foi a idéia?
Nesses momentos de extrema lucidez gostaria de ter outra profissão e sinceramente ter a lembrança de inibir e demonstrar o saber, é melhor estar sempre atrasada.........